Polly po-cket
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1999
Daniel fica muito feliz ao ver sua filha
que tinha acabado de nascer. O médico
informa que Marta já pode ir para casa.
Como Raimundo estava com pouco
tempo, o bebê não podia ir no carro dele.
Então foi combinado que Daniel levasse o
bebê e Raimundo levasse Marta.
- Cuidado com nossa filha, meu amor -
disse Marta.
- Claro! Agora eu vou indo - disse Daniel,
saindo do hospital.
Daniel vai com o bebê; Marta vai com
Raimundo.
O pai da criança dirigia o carro
lentamente e, sendo assim, poderia ver
tudo o que acontecia nas ruas. Até que
em um certo ponto da estrada, Daniel
viu que algo não estava normal em tal
lugar. Como ele sempre foi curioso e
gostava muito de ajudar as pessoas,
Daniel parou o carro e saiu para ver o
que estava acontecendo.
Chegando lá, Daniel viu um velho que
estava um pouco próximo do local onde
estava acontecendo algo estranho (só
dava para ver fogo e ouvir gritos.)

DANIEL:
- Olá, senhor!
XICO:
- Oi rapaz. Você está vendo aquele
movimento?
DANIEL:
- Sim. Aquilo parece uma guerra.
XICO:
- Eu queria ir lá para ver o que está
acontecendo.
DANIEL:
- Não, não mesmo! O senhor já é de
idade. Eu posso ir lá, mas com uma
condição.
XICO:
- Qual? Se for dinheiro pode ir parando
por aí.
DANIEL:
- Não. Rrsrsrs. Se você ficar olhando o
meu carro. É que minha filha, que
acabou de nascer, está lá dentro.
XICO:
- Entendo. Mas só posso esperar no
máximo cinco minutos, exatamente
cinco minutos.
DANIEL:
- Só?
XICO:
- Já disse que é o máximo.
DANIEL:
- Ok. Eu vou lá correndo.
(Daniel vai ver o que estava
acontecendo. E passam três minutos,
passam quatro, passam cinco. Xico já
estava nervoso e acabou indo embora.
De repente o bebê começou a chorar. Um
mulher que ía passando por perto
escutou o choro e imediatamente abriu o
carro, viu que a criança estava
sangrando. Sem ter outra escolha, Vera
a pegou e foi para o hospital.)

Cinquenta segundos após a saída de Xico,
Daniel chega e já fica nervoso ao ver que
o velho não estava no local. Ele abre o
carro e vê que o bebê já não estava lá.
Daniel fica apavorado e sem saber o que
fazer, então ele liga o carro na
velocidade máxima e sai por as ruas em
busca do velho.
No hospital, Vera é informada que o bebê
teve uma pequeno corte, devido ao
sufoco da roupa que ele estava vestido.
Então ela volta rapidamente para o local
onde a criança estava, mas o carro de
Daniel já não estava lá. Vera ficou com
os nervos à flor da pele. No local não
tinha ninguém que pudesse dar alguma
informação. Então ela ficou a tarde
inteira no local, mas ninguém apareceu
(Daniel passou a tarde inteira em busca
do velho.) Vera decide levar o bebê para
sua casa, já que não restava mais nada
que pudesse ser feito.

Daniel, muito abalado, chega em casa
chorando e sem fala. Marta estava quase
louca. Quando ele entra na casa ela se
levanta da cama e dá três tapas seguidos
na cara dele, mesmo estando de repouso.
Ele não reage.
MARTA (Gritando):
- Daniel ! Daniel ! Daniel !
DANIEL:
- Eu perdi a nossa filha...
MARTA:
- Não !!! Você está louco. Olha pra mim e
diz que é mentira. Daniel, eu esperei
tantos anos por esse momento de ter
minha filha em meu braços.
RAIMUNDO:
- Ow cara, você está bêbado, é?
MARTA:
- Raimundo, mande esse cara me
responder.
DANIEL:
- Eu não sei o que aconteceu. Eu quero
morrer. Me matem! Podem me matar.
(Marta grita e chora. Raimundo tenta
controlar.)
RAIMUNDO:
- Marta, pense em sua saúde, você está
em repouso.
MARTA:
- NÃO! Eu quero a minha filha.
(Daniel conta tudo o que aconteceu.)
MARTA:
- Daniel ! Aquilo era um ensaio de uma
peça da Primeira Guerra Mundial. Você
perdeu minha filha por isso. Te odeio! Te
odeio!
RAIMUNDO:
- Vamos falar com a polícia.

( Música de Encerramento: Sem você Ref: Rosa de Saron )

CONTINUA...